segunda-feira, 20 de junho de 2011

Workshop de escrita de Viagem e Fotografia | Tiago Salazar | Joaquim Gromicho

      Tinhamos marcado um worshop de escrita de viagens e fotografia, este começava as 11h da manhã de sabado.
Para variar chegamos com algum atraso, mas desta vez com justificação, passamos na farmacia homeopatica e fizemos o final do percurso até a Mouraria onde se realizava o workshop a pé.

O worshop já tinha começado, estava a falar de autores e de livros de viagens. Uns classicos da literatura portuguesa, Eça, Ramalho, Saramago, Ferreira de Castro e tantos outros estrangeiros, I.M. Forrester, Michel Onfray, etc....
" O espectaculo de um acontecimento merece ser ouvido e contado, ver, ouvir, sentir, experimentar.
Fazer viver, como se o leitor lá estivesse.
Montagem de coisas vistas, ouvidas, encadeamento de cenas, inclui cenário, sons, personagens, roupas, acção (acontecimento e a situação), um argumento, dialogos e uma encenação, deve ser construida segundo as regras da dramaturgia; O inicio, um desenvolvimento e um desfecho.
O objectivo é a senceridade, o angulo e o tom da narrativa.
É um trabalho pessoal, dar a ver um acontecimento, revelar uma situação através da sua propria sensibilidade não é deformar nem trair, mas para isso não há necessidade de recorrer a uma bateria de adjectivos, há que ficar pelos factos que falam e gritam."
Falou-se de algumas referecias de viagens, e de algumas frases soltas de alguns escritores, gostei particularmente desta "deixa a cidade acontecer" de James Morris.
"O leitor viajar com o escritor" é também a finalidade de um texto ou livro de viagens e neste caso também o mote para estas palavras que vão dar corpo as imagens que estou a colocar no blog, para ilustrar o meu dia no workshop.
O nosso percurso inicia-se logo a seguir ao almoço, no restautante "carmar", no Poço do Borratem, não antes de haver uma nota introdutoria à fotografiade viagem pelo fotografo convidado Joaquim Gromicho.



Depois do almoço pusemo-nos a caminho. Por nós passava a praça do Martim Moniz, imponente pela sua luminosidade e diversidade cultural, a Capela da Nossa Senhora da Saúde, para logo a seguir, nos perdermos em ruas estreitas do Bairro da Mouraria, ainda a ressacar das festividades do Santo António, padroeiro da cidade de Lisboa.





Paramos um pouco na porta da Severa, fadista lendaria, que morava na Rua do Capelão.
Deambulando um pouco mais acabamos por falar com um cabeleireiro indiano, que pouco ou nada falava português e também nada sabia da severa a não ser que  a porta da casa deveria estar aberta.
Tempo para mais umas fotografias e já estamos de regresso à nossa base o Inatel da Mouraria.


A caminho, nada que tirar umas duvidas com os nossos "professores", a "luz é muito importante e a hora a que fotografamos  também", diz-nos oaquim. Por seu lado o Tiago explica que é importante o contacto com as pessoas, para encontrar histórias e a pulsação de um lugar.
Já no Inatel, já um pouco refrescados do pequeno passeio vemos um episodio da serie "Endereço Desconhecido"  protagonizada pelo nosso tutor, que passa na RTP 2, sobre Praga e em amena conversa com um convidado.

Tempo para mais alguns esclarecimentos e um trablaho de casa, escrever um postal, uma fotografia e por fim uma reportagem com 1500 caracteres sobre a Mouraria ( que ainda tenho de ver se escrevo, esperando aque a inspiração apareça na ponta da pena).



Ficou a vontade para um novo reencontro num futuro proximo e dar incio quem sabe a um novo projecto de escrita de viagens aqui tão perto de nós....

sábado, 18 de junho de 2011

O campo veio à Avenida da Liberdade | parte 3

Confesso, que não me apteceu ir para o meio de uma multidão ao rubro no meio da Avenida da Liberdade, acabo aqui esta pequena reportagem com uma fotografia tirada do Miradouro de São Pedro de Alcantara do culminar deste evento com o Tony Carreira.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Objectivo | Gerês | info geral




A criação do Parque Nacional da Peneda-Gerês (Decreto-Lei n.º 187/71, de 8 de Maio) visou a realização nessa área montanhosa de um planeamento capaz de valorizar as actividades humanas e os recursos naturais, tendo em vista finalidades educativas, turísticas e científicas.
No fundo, tratava-se de conservar solos, águas, a flora e a fauna, assim como preservar a paisagem nessa vasta região montanhosa do noroeste português.

Vasto anfiteatro esculpido por geologias, ventos e águas, o Parque Nacional estende-se do planalto de Castro Laboreiro ao da Mourela, abrangendo as serras da Peneda, do Soajo, Amarela e do Gerês.
Nas zonas de altitude são visíveis os efeitos da última glaciação - circos glaciares, moreias, pequenas lagoas e vales em U.
A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens.
As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.
Estas serranias já foram solar do Urso pardo. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, como a Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.
O passado traduz-se nos castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso, monumentos megalíticos e testemunhos da ocupação romana.
A geira, o antigo caminho que conduzia os legionários de Braga a Astorga, sobrevive num trecho da antiga calçada e nos curiosos marcos miliários.
Curiosos povoados, a arquitectura dos socalcos, paradas de espigueiros, a frescura dos prados de lima, animam um quadro em que a ruralidade ainda está presente.

Objectivo | Gerês | Dia 03


 A Maga no seu spot preferido....




 ..... um momento zen.
 .... hum bom, dois momentos zen... algures numa aldeia já no caminho de volta a casa.....

 Capela em Vila Verde...

e já com saudades.... a volta para casa.

Objectivo | Gerês | Dia 02


O grupo já em fase de repouso, no parque campismo de Cerdeira,  http://www.parquecerdeira.com/


Inicio da Caminhada pela Mata da Albergaria ( +- 5km com pouco desnivel ), já no interior do Parque Nacional da Peneda Gerês ( http://www.adere-pg.pt/trilhos/recomendacoes.php) aconselho este site para planear as caminhadas dentro do Parque.
Mata da Albergaria "A Mata de Albergaria é um dos mais importantes bosques do Parque Nacional da PenedaGerês (PNPG), constituída predominantemente por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas. Guarda também um troço da Via Romana - Geira - com as ruínas das suas pontes e um significativo conjunto de marcos miliários.
A baixa presença humana nesta mata não rompeu, até há poucos anos, o frágil equilíbrio do seu ecossistema, cuja riqueza e variedade contribuíram para a sua classificação pelo Conselho da Europa, como uma das Reservas Biogenéticas do Continente Europeu. É também, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque, classificada como Zona de Protecção Parcial da Área de Ambiente Natural." in http://www.serradogeres.com/index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=37

 
                                               

O grupo num excelente spot para fotografar... (os fotografos a carregar com o material todo e ainda com tempo para explicações... ).

   
O descanso bem merecido e o lanche, perto de um riacho...

As Geiras, são marcos miliarios que marcam  milhas "
Trilho da Geira, percurso de pequena rota com uma extenção 9,5km, com grau de dificuldade médio.

Estava um excelente dia para caminhar, como adificuldade até aqui tinha sido pouca, resolvemos dar um pouco de adrenalina, fazendo o percurso inverso pelo leito do rio....



Já despachados e descansados e talvez gelados pela agua do rio... a regressar a saida da Mata da Albergaria.
uma das portas da Mata da Albergaria...




.... e por fim um pulo à vizinha Espanha.