Estamos perto de chegar as 20.000 visualizações!!! A todos que alguma maneira ou forma vêem espreitar este sitio o nosso obrigado, a quem é a primeira vez, na barra do lado direito adira a este blog e fique a par de noticias e novidades e algumas curiosidades...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
A exposição N 38°42'47.5" W 9° 8'43.75" em Dezembro teve 236 Visitantes
A exposição N 38°42'47.5" W 9° 8'43.75" inaugurou a dia 13 de Dezembro de 2012 e até ao final do ano teve 236 visitantes, a todos o nosso obrigado!
Vai estar ao patente ao público até 15 de Fevereiro, venha dar uma espreitadela....
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Exposição de Fotografia de Viagem | Agostinho Mendes
Inaugura a 12 de Janeiro de 2013, pelas 17h, na Livraria " Palavra de Viajante".
As 25 fotografias deste fotógrafo e viajante reunidas para a exposição representam um mergulho no imaginário individual e resultam não só da errância de duas décadas pelo mundo, tantas vezes feita de caminhos inesperados e surpreendentes, mas também do muito que Portugal tem ainda por descobrir.
Horário
Ter a Qui das 10h00 às 19h00
Sex e Sáb das 10h00 às 20h30
Morada
Rua de São Bento nº 30, 1200-819 Lisbo
veja mais em http://palavra-de-viajante.pt/ ou em http://palavradeviajante.blogspot.pt/
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Graffitis | Murais | Pintura de Parede
Hoje dou inicio a mais um tema dedicado ao Grafitti, Pintura de Parede, Mural, o que lhe quiserem chamar... que estão espalhados por Lisboa e no mundo.
" Mural referente a muro ou parede, esp. do ponto de vista da utilização desses espaços para fins publicitários, para informações, avisos, etc. Pintura ou obra pictórica, quase sempre de grandes proporções, realizada sobre muro ou parede (...)"
" Grafitar executar grafites em; rabiscar, riscar, pichar (...)"
"Grafite s.m rabisco ou desenho simplificado, ou iniciais do autor, feitos em geral com tinta, nas paredes, muros, monumentos, etc. (...)"
in Diccionário Houaiss de Língua Portuguesa, 2003
Sofia Magalhães | Retratos | Exposição no Arquivo Fotográfico de Lisboa
Mais uma exposição no Arquivo Fotográfico de Lisboa.
EXPOSIÇÃO | Retratos de Sofia
Magalhães
Colagem de peças cerâmicas e materiais diversos sobre
fotografia.
Fotografias entre a última metade do século XIX e
primeira metade do século XX.
QUINTA-FEIRA, 17 de janeiro, pelas 18:30 horas | Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico
Visita guiada à exposição com a autora
31 janeiro 18h.30
Patente ao público de 18 de janeiro a 15 de fevereiro
Sala Piso 1:
Horário
segunda a sábado das 10h às 19h
Encerra aos feriados
Horário
segunda a sábado das 10h às 19h
Encerra aos feriados
Entradas gratuitas
Local: Arquivo Municipal de
Lisboa | FOTOGRÁFICO
Morada: Rua da Palma, nº 246,
1100-394 LISBOA
1100-394 LISBOA
Metropolitano: Estação Martim
Moniz
Autocarros: 34, 40, 708
Elétrico: 12E, 28E
Autocarros: 34, 40, 708
Elétrico: 12E, 28E
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
"Um Lugar Dentro de nós" | Gonçalo Cadilhe
Depois de nove livros trepidantes sobre as suas viagens, Gonçalo Cadilhe apresenta nesta obra o seu trabalho mais sereno e envolvente até à data. Um Lugar Dentro de Nós não pretende partilhar apenas as jornadas do autor e de outras pessoas com quem se cruza, mas visa essencialmente inspirar o leitor para que cumpra o seu próprio destino. «Não sigas a minha viagem. Procura que a tua viagem surja dentro de ti.»
Um Lugar Dentro de Nós apresenta um conjunto de reflexões vividas em viagem e uma série de imagens de alguns lugares espalhados pelo mundo, mas captadas pela sensibilidade do homem que olha e não do homem que escreve. «O que me interessava fotografar era a minha própria felicidade, feita de luz e pureza sobre a paisagem. Cada fotografia minha era um lugar dentro de mim.»
Excertos
«Cada vez que deixamos de ser eficientes, cumpridores, responsáveis, pontuais, cada vez que reformulamos as prioridades da vida e metemos o tempo à frente do dinheiro, os amigos à frente do patrão, a conversa à frente do negócio, a lentidão à frente da pressa, somos mais felizes.»
«Cada vez que deixamos de ser eficientes, cumpridores, responsáveis, pontuais, cada vez que reformulamos as prioridades da vida e metemos o tempo à frente do dinheiro, os amigos à frente do patrão, a conversa à frente do negócio, a lentidão à frente da pressa, somos mais felizes.»
«E de noite, sempre à noite, apoiado na amurada, no silêncio e na contemplação que só o infinito líquido e ondulante dos oceanos permite, compreendia o mesmo que qualquer astronauta pode compreender: que este planeta nunca deveria ter sido chamado de Terra por ninguém, pois a sua substância fundamental é a água, e os indivíduos mais felizes da espécie humana são aqueles que a escolhem como caminho de viagem.»
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Caminhos do Tejo | Lisboa a Santarém 90 Km
“ O País interior é também, por sua vez, um mito persistente no nosso imaginário. Adiamos sempre percorre-lo, mas saber que ele existe enche-nos de satisfação”
In “ Caminho de Fátima” edição Selecções Reader’s Digest e Centro Nacional de Cultura, ano 2000
Este relato já é de 2012, mas como as vezes o tempo é pouco... algumas coisas ficam por fazer.
Pois bem a ideia de fazer uma caminhada em autonomia já vem de algum tempo, a nossa ideia inicial era fazer o Caminho de Santiago, mas por questões logísticas (tempo) resolvemos fazer o Caminho do Tejo. Só tínhamos 4 dias para o concretizar e iriamos até onde o tempo permitisse… dado o mote toca a fazer a preparação, organizar a mochila, e preparar o itinerário…
A Mochila, após algumas leituras e alguma experiência, o melhor é não levar muita coisa, apenas mesmo o essencial.
-Mochila de 30lt,
- Muda de roupa ( 1 par de calças extras, polar)
- Roupa interior para mudar (meias, cuecas, T-shirt’s etc.. em numero para os dias da caminhada, 2 ou 3 dias)
- Casaco e calças Impermeáveis,
- Kit primeiros socorros,
- Canivete,
- Cantil,
- kit de emergência ( com vários itens dentro ),
- Chinelos,
- Prato e talheres,
- Carregadores de gadget’s (telemóvel, Pda, camara fotográfica, etc…)
- Saco Cama,
- Lanterna,
- Bastões de Caminhada,
- Polainas,
- Chapéu,
-Toalha,
- Toalhitas e papel higiénico,
- Alguma comida ( barritas de cereais, ou outras, fruta, chocolate, etc…
- Repelente de insectos (que nesta caminhada não foi e fez muita falta),
- Protector solar,
- Pequena bolsa de cintura para ter alguns itens à mão ( documentos, telemóvel, camara Fotográfica, etc…)
E claro umas boas botas…
Um pouco sobre o Caminho do Tejo, é um troço que está em parte sobreposto ao Caminho de Santiago português de quem vem de sul. Está dividido em troços mais ou menos fáceis (dependendo da resistência de cada um, vontade e tempo…). A ideia é chegar a Fátima por caminhos menos utilizados e com algum interesse faunístico, paisagístico e cultural e partir à descoberta.
Saimos de casa às 08h55 a ideia era ter saído as 07h00, mas não estava destinado (Tudo o que pode correr mal... e corre!
Bill vomitou: 10 min. a limpar
Cantil entornou: +10 min. a limpar
Esquecemos de regar as plantas! +10 min...
Onde puz o passe? 15 min. à procura
Esqueci-me do GPS na entrada!! +20 min. p voltar a casa...
E assim se parte com 1h de atraso...)
De metro até à Expo, e lá encontramos o ponto inicial (em Lisboa) dos caminhos do Tejo e de Santiago.
Percorremos a Expo (tantas aves do Sapal para ver! Especialmente os alfaiates que por ali andam a costurar as margens...), o parque do Trancão e continuamos pela margem direita desse rio até ao Convento das Carmelitas, onde atravessamos para o outro lado e continuamos a segui-lo, agora por terrenos alagadiços e juncais. O caminho é uma estrada de lama a perder de vista, com poças de lado a lado, pelo que avançamos lentamente, num constante tem-te não caias. Conselho: uso de botas impermeáveis, polainas e bastões. Atenção: nesta altura, e apesar da chuva, há muitos mosquitos. No verão deve ser bem pior!!
Encontramos um cágado bebé, que colocamos a salvo na lateral do caminho; avistamos garças e algumas rapinas; cruzamo-nos com um pequeno rebanho que muda de curso, pouco habituado à presença de estranhos. Tudo isto contrasta com o barulho ensurdecedor da auto-estrada em pano de fundo.
O caminho passa por várias quintas dos séc. XVII e XVIII, invariavelmente em ruínas. Mais à frente, zona de recreio de viaturas TT; e duas salamandras esborrachadas... O difícil confronto entre o homem e os seus conterrâneos, que tantas vezes faz por ignorar.
A estirada previa 31km de comprimento até Vila França de Xira, mas talvez devido ao peso e à lama do caminho decidimos pernoitar aos 24km, em Alverca do Ribatejo.
Rescaldo final do dia: algumas bolhas e ombros doridos, mas a satisfação de um percurso lindíssimo e o conforto de habitar o corpo com o cansaço da viagem... Os dissabores acessórios da vida da cidade começam a desfazer-se diante desta experiência de comunhão plena com o corpo e o mundo. Como recompensa, um belo repasto no Restaurante A Lanterna, onde por apenas 7,5€ comemos sopa (de nabiças, deliciosa!), prato, sobremesa, pão e azeitonas, bebida e café. Claro que metade das doses veio connosco, para rechear as buchas do dia seguinte.
Dia 02
A alvorada foi às 7h30 (embora a Sara não dormisse desde as 3h30), pequeno almoço delicioso a poucos metros de caminho, com pão acabadinho de sair do forno e histórias de outros viajantes e peregrinos que por aqui costumam passar. O percurso do dia foi mais decepcionante, quase sempre por alcatrão, havendo a realçar apenas a zona ribeirinha entre Alhandra e Vila Franca.
As bolhas nos pés obrigam a paragem forçada a meio da manhã para reacondicionar dedos e mazelas.
Sempre entre armazéns e zonas fabris, com a linha de caminhos de ferro ao lado, fomos tentando reparar nos poucos retalhos de natureza presentes, como o sapal de aspecto estéril onde ao longe caçavam dois homens, ou as valas ladeadas por caniços onde ainda assim avistamos uma galinha de água e um lindissimo guarda-rios que nos acompanhou furtivamente ao longo de um breve troço!
Na paragem de almoço nova vistoria aos pés, que já se vêm queixando há algum tempo... e descobrimos um osso completamente espetado e fora de sítio no pé da Cláudia! A partir daqui a marcha torna-se cada vez mais dolorosa para ela, e somos de novo forçadas a pernoitar antes do previsto, desta vez na Vala do Carregado, tendo completado apenas 21km. Para o final de etapa previsto, Azambuja, faltavam ainda 11km.
Mais uma vez temos sorte com o alojamento, o banho é escaldante, e o jantar - num restaurante/tasca de beira de estrada - delicioso: sopa da pedra para a Sara, com tudo o que se possa imaginar; bitoque "de orelhas" a sair do prato para a Cláudia, com umas batatas fritas deliciosas e mais tudo a que se tem direito. Sobremesa, chá, e estamos prontas para mais uma noite revigorante (esperando que desta feita durmamos as duas até de manhã!).
Nota: a contagem de quilómetros do guia que estamos a seguir está certamente errada. Pelo que ali se lê, deveríamos estar a 4km de Azambuja, e não a 11km... Notámos discrepâncias na distância de Alverca a Vila Franca, e depois de novo no troço seguinte... A verificar no Basecamp, quando chegarmos a casa.
Dia 3
Saímos da Vala do Carregado de novo pelas 8h30, já com pequeno-almoço tomado e dois bolos para a viagem. O percurso até Vila Nova da Rainha foi interessante, entre campos cultivados, caniços e lamaçais que exigiram mais uma vez o uso de bastões para evitar as proverbiais quedas...
Em Vila Nova da Rainha passamos sobre os rios Ota e Alenquer, que correm lado a lado, separados apenas por um muro de uns 30cm de largo... Intrigante encontro de águas!
A partir daqui, o caminho decorre desagradavelmente pela Estrada Nacional até à Azambuja, onde fizemos uma paragem mais longa do que o habitual para almoçar com amigos que ali vieram ter conosco.
O troço da tarde revela-se delicioso: com início junto à Vala da Azambuja, segue sempre junto à água, seja da Vala ou dos seus braços de rega, e exibe salgueiros e outras árvores de grande porte bordeando os campos cultivados ou acabados de colher. Vemos pescadores a pescar nas valas de rega, uma cobra pequenina a descansar ao sol e um sem-número de pássaros, entre os quais um casal de corujas que caçavam ao entardecer.
Aldeia Palustre... A visitar da próxima vez!!
Terminamos o passeio em Valada, vilarejo pitoresco aninhado atrás do Dique do Tejo mas com bancos de jardim acompanhando toda a sua margem, convidando à contemplação das largas águas.
Desta feita não encontramos alojamento pago e acabamos por ficar no Salão Paroquial...
Dia 04
Alvorada cedo depois de uma noite bem dormida atendendo às condições (dormimos em sofás e com cobertores emprestados que fizeram o "milagre" de nos conservar quentes toda a noite!). Pequeno-almoço num cafezinho que abre às 7h30, o fiambre da sandes é trazido para os cães abrigados (como nós!) no Centro Paroquial, e partimos rumo a Santarém.
O caminho decorre quase todo ao lado do Tejo... Teria sido agradável fazê-lo sobre a Vala, mas devido à falta de manutenção do percurso o matagal que ali grassa tornou infrutíferas todas as nossas tentativas.
Encontramos uma fantástica carrinha de venda ambulante com tudo o que se possa imaginar, compramos uvas, bananas e maçãs para o caminho. As bolhas e outras lesões vão-se fazendo sentir agora com maior intensidade... mas a experiência suplanta estes mesquinhos sofrimentos.
Pelas 14h30 chegamos a Ónias e iniciamos a penosa subida, por asfalto, até à cidade de Santarém. Um atalho pelos campos deixa-nos a vontade de procurar caminho mais agradável... projecto a abraçar num regresso próximo!
Já na cidade, depois de elegido o meio de regresso a casa (o comboio) lançamo-nos numa louca perseguição ao GPS perdido que inadvertidamente ficara num banco de jardim por estar escondido debaixo do chapéu da Cláudia! Felizmente, encontramo-lo no mesmo sítio... com toda a nossa aventura guardada sã e salva!
Uma aventura que repetiremos sem dúvida para completar e, talvez, melhorar...
Boas caminhadas....
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